quinta-feira, 25 de junho de 2020

ESTUPIDEZ QUE SUPERA ALIENAÇÃO

Crédito ao cartunista argentino Quino

Após longa hibernação, este blog desperta num mundo tomado em sua inteireza por alienação.

Loucos que dizem que o holocausto nunca existiu (coisa antiga, essa bobagem)...

Loucos que acham o comunismo uma coisa boa (José Dirceu, Willys, Freixo, etc e tal... a lista é grande...

Loucos que dizem que alguns povos devem alguma coisa à etnia negra...

Loucos que acham justo destruírem obras de arte e monumentos, por remeterem a alguma coisa do passado que PODE TER SIDO REPROVÁVEL.

Malucos que acham conveniente depredar coisas públicas, alegando que isso é protesto contra o "status quo"... Não conseguem entender que eles mesmo IRÃO PAGAR pelos reparos...

Século XXI, e temo que muito mais coisas loucas estejam por vir.

O que está acontecendo com a sociedade? Estamos involuindo? Parece que o bicho homem está olhando para trás, e avaliando a possibilidade de retroceder!

Alguém precisa apregoar, alto e bom som, que o holocausto é algo DOCUMENTADO, com fotos, filmes, livros. E quem não acredita no acontecido precisa se internar. Sem, naturalmente, desconsiderarmos o horror tremendo que também foi o "Holomodor", assinado por Josef Stalin, um dos "queridinhos" dos referidos no próximo comentário...

Os que acham que o comunismo é uma coisa boa, precisam se curvar à realidade de que, por onde passou o comunismo (por exemplo, Polônia, lado oriental da Alemanha, etc...) as pessoas ODEIAM o regime. Preciso me delongar a respeito, falando nisso...

Conforme se depreende das iniciativas de um tal de "Foro de São Paulo", malfadado, havia o projeto de transformar toda a América Latina numa imensa república comunista (ou socialista, como preferirem os puristas - há sutis diferenças nos rótulos, mas a finalidade - dominação, é a mesma). Pois bem.

Em mais de 60 anos de comunismo, a ilha de Cuba, por exemplo, é um exemplo cruel do que pode acontecer com uma sociedade, sob o tacão da "foice e martelo". Alguém pode pontuar que o mundo ocidental boicotou o desenvolvimento daquele país, mas isso não quer dizer nada. A extinta União Soviética injetara recursos abundantes, então, onde está o progresso? É só uma ilha!!!  Poderia ter se transformado num ícone da "cultura" comunista. Porque não "virou"?

Vale lembrar, a título de contraponto para o resultado do sacrifício tremendo do bravo povo cubano, que a família Castro, no poder desde os idos de 1959, amealhara razoável fortuna (algo em torno de 550 milhões de dólares, segundo a revista Forbes, de 2005). Entendem o conceito de igualdade para todos, implícito no "comunismo"?

O que dizer do problema da escravidão? Ah, os escravos! Aos leitores descuidados, preciso ponderar que escravidão é muito mais abrangente do que negros a ferros. PORQUE NÃO SE DÁ DESTAQUE a hordas de chineses, recebendo um salário miserável, para fazer a riqueza da China Continental? Porque não se comentar sobre os sequestros de mulheres brancas, no âmbito do Oriente Médio? Ah, esses hedonistas ignorantes, que acham que o mundo gira em torno de seus umbigos!!!!!

O caso do Sr. Floyd é mesmo deplorável, mas precisamos ter mais cuidado ao analisar os fatos - o homem não era assim "o inocentão", não sabemos o que aconteceu ANTES de começar a filmagem, mas o mais importante é que muitos delinquentes (ou não) brancos são detidos todos os anos - vamos procurar algum caso chocante, pra trazer para a mídia? O tamanho que se deu ao fato triste é desproporcional à segurança que a força policial dá aos cidadãos norte-americanos, sejamos justos! Analisar somente com base na cor da pele do falecido é HIPOCRISIA.

Destruir obras de arte, monumentos, símbolos nacionais, livros? Ah, me poupem! As obras representam o PASSADO. Não podem influenciar o presente, a não ser que a pessoa ou grupo o permitam. Mas são MEMÓRIA da civilização. Imaginem se os sumérios, egípcios,  fenícios, maias, incas, astecas... resolvessem destruir seus monumentos! Em que VAZIO CULTURAL estaríamos????

Pessoas... como se amaldiçoar obras de Monteiro Lobato, por causa da  "tia Anastácia"? Falando nisso, Machado de Assis era de ascendência negra, e ninguém comenta sobre suas obras, que têm personagens negros!!! E agora, cambada de "rebeldes sem causa"?

Destruir obras de arte - ESTUPIDEZ. Qual a importância de estragar estátuas? Gente, estamos destruindo CULTURA, seja ela testemunho positivo ou negativo da sociedade!

E o que dizer de modificar brasões? Li sobre essa bobagem, em algum lugar, relativo a um símbolo do Reino Unido.

Moçada - vai trabalhar! Arranjem uma picareta, ou uma enxada... tem muita terra pra ser cultivada!!!!

Me perdoem a verborragia, mas eu não me conforme com gente inteligente, se comportando com se fossem "miquinhos amestrados".



quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

O ERRO CAPITAL DA ESQUERDA (GRAÇAS A DEUS!)


Posto alegremente esse "mea culpa" involuntário... que colhi por aí, na internet. Se alguém precisar reclamar direitos autorais, não se constranja - EU APAGO a crônica.

Pela primeira vez  tenho que parabenizar um esquerdista , por ter elaborado um texto com tamanha lucidez e equilíbrio .Talvez, uma autocrítica inédita .O único que conseguiu ler o recado das urnas.Vale muito a pena a leitura.
Prof. Dirceu Grasel

De onde surgiu o Bolsonaro?  (atribuído ao Sr. Gustavo Bertoche - Dr. em Filosofia )

Desculpem os amigos, mas não é de um "machismo", de uma "homofobia" ou de um "racismo" do brasileiro. Os eleitores do Bolsonaro, candidato do PSL, não são fascistas, machistas, racistas, homofóbicos nem defendem a tortura. Aliás, o próprio Bolsonaro não é nada disso, e nós sabemos disso. A maioria dos seu eleitores nem mesmo é bolsonarista.

O Bolsonaro surgiu daqui mesmo, do campo das esquerdas. Surgiu da nossa incapacidade de fazer a necessária autocrítica. Surgiu da recusa em conversar com o outro lado. Surgiu da insistência na ação estratégica em detrimento da ação comunicativa, o que nos levou a demonizar, sem tentar compreender, os que pensam e sentem de modo diferente.

É, inclusive, o que estamos fazendo agora. O meu Facebook e o meu WhatsApp estão cheios de ataques aos "fascistas", àqueles que têm "mãos cheias de sangue", que são "machistas", "homofóbicos", "racistas". Só que o eleitor do Bolsonaro não é nada disso nem se identifica com essas pechas. As mulheres votaram mais no Bolsonaro do que no Haddad. Os negros votaram mais no Bolsonaro do que no Haddad. Uma quantidade enorme de gays votou no Bolsonaro.

Amigos, estamos errando o alvo. O problema não é o eleitor do Bolsonaro. Somos nós, do grande campo das esquerdas.

O eleitor não votou no Bolsonaro PORQUE ele disse coisas detestáveis. Ele votou no Bolsonaro APESAR disso.

O voto no Bolsonaro, não nos iludamos, não foi o voto na direita: foi o voto anti-esquerda, foi o voto anti-sistema, foi o voto anti-corrupção. Na cabeça de muita gente (aqui e nos EUA, nas últimas eleições), o sistema, a corrupção e a esquerda estão ligados. O voto deles aqui foi o mesmo voto que elegeu o Trump lá. E os pecados da esquerda de lá são os pecados da esquerda daqui.

O Bolsonaro teve os votos que teve porque nós evitamos, a todo custo, olhar para os nossos erros e mudar a forma de fazer política. Ficamos presos a nomes intocáveis, mesmo quando demonstraram sua falibilidade. Adotamos o método mais podre de conquistar maioria no congresso e nas assembleias legislativas, por termos preferido o poder à virtude. Corrompemos a mídia com anúncios de empresas estatais até o ponto em que elas passaram a depender do Estado. E expulsamos, ou levamos ao ostracismo, todas as vozes críticas dentro da esquerda.

O que fizemos com o Cristóvão Buarque?

O que fizemos com o Gabeira?

O que fizemos com a Marina?

O que fizemos com o Hélio Bicudo?

O que fizemos com tantos outros maiores ou menores do que eles?

Os que não concordavam com a nossa vaca sagrada, os que criticavam os métodos das cúpulas partidárias, foram calados ou tiveram que abandonar a esquerda para continuar tendo voz.

Enquanto isso, enganávamo-nos com os sucessos eleitorais, e nos tornamos um movimento da elite política. Perdemos a capacidade de nos comunicar com o povo, com as classes médias, com o cidadão que trabalha 10h por dia, e passamos a nos iludir com a crença na idéia de que toda mobilização popular deve ser estruturada de cima para baixo.

A própria decisão de lançar o Lula e o Haddad como candidatos mostra que não aprendemos nada com nossos erros - ou, o que é pior, que nem percebemos que estamos errando, e colocamos a culpa nos outros. Onde estão as convenções partidárias dos anos 80? Onde estão as correntes e tendências lançando contra-pré-candidatos? Onde estão os debates internos? Quando foi que o partido passou a ter um dono?

Em suma: as esquerdas envelheceram, enriqueceram e se esqueceram de suas origens.

O que nos restou foi a criação de slogans que repetimos e repetimos até que passamos a acreditar neles. Só que esses slogans não pegam no povo, porque não correspondem ao que o povo vivencia. Não adianta chamar o eleitor do Bolsonaro de racista, quando esse eleitor é negro e decidiu que não vota nunca mais no PT. Não adianta falar que mulher não vota no Bolsonaro para a mulher que decidiu não votar no PT de jeito nenhum.

Não, amigos, o Brasil não tem 55% de machistas, homofóbicos e racistas. Nós chamarmos os eleitores do Bolsonaro disso tudo não vai resolver nada, porque o xingamento não vai pegar. O eleitor do cara não é nada disso. Ele só não quer mais que o país seja governado por um partido que tem um dono.

E não, não está havendo uma disputa entre barbárie e civilização. O bárbaro não disputa eleições. (Ah, o Hitler disputou etc. Você já leu o Mein Kampf? Eu já. Está tudo lá, já em 1925. Desculpe, amigo, mas piadas e frases imbecis NÃO SÃO o Mein Kampf. Onde está a sua capacidade hermenêutica?).

Está havendo uma onda Bolsonaro, mas poderia ser uma onda de qualquer outro candidato anti-PT. Eu suspeito que o Bolsonaro só surfa nessa onda sozinho porque é o mais antipetista de todos.

E a culpa dessa onda ter surgido é nossa, exclusivamente nossa. Não somente é nossa, como continuará sendo até que consigamos fazer uma verdadeira autocrítica e trazer de volta para nosso campo (e para os nossos partidos) uma prática verdadeiramente democrática, que é algo que perdemos há mais de vinte anos. Falamos tanto na defesa da democracia, mas não praticamos a democracia em nossa própria casa. Será que nós esquecemos o seu significado e transformamos também a democracia em um mero slogan político, em que o que é nosso é automaticamente democrático e o que é do outro é automaticamente fascista?

É hora de utilizar menos as vísceras e mais o cérebro, amigos. E slogans falam à bile, não à razão.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

PAIS QUE NÃO SÃO PAIS... FILHOS QUE SÃO COISAS... CELULARES QUE SÃO BABÁS

"Não sei onde eu errei com você, filho..." - "Estou aqui, pai!"
Extraído de um conteúdo da SEED Paraná
 
E a humanidade caminha inexoravelmente para mais uma encruzilhada... Estou com sinceros receios de que a civilização ocidental esteja morrendo, mais por causa de si mesma e de suas escolhas, do que por fatores exógenos a ela.

A modernidade tem nos empurrado literalmente para uma sociedade em que infância não tem vez (ainda que existam rótulos aparentemente favoráveis), em que o que vale é a satisfação pessoal a QUALQUER custo, em que coisas e animais irracionais recebem mais atenção do que à prole de dita sociedade... valoriza-se mais o que é "politicamente correto" do que é NITIDAMENTE CORRETO. Enfim...

Mas nem todo mundo se acomoda. Prova disso é o excelente ensaio de uma psicóloga, Viviane Battistela, que transcrevo aqui, e que tem o título de...

AS CRIANÇAS TERCEIRIZADAS CRESCERAM E SE MATARAM

Na semana que passou gravei uma série de stories sobre o aumento estrondoso do suicido entre adolescentes e jovens.
Um grito de alerta, não de uma psicóloga, mas de uma mãe amedrontada, de uma mulher que lutou com todas as suas forças pela própria vida, de uma mãe que se dedica a educar seu filho.
Ouvi recentemente de uma senhora idosa que “está tudo bem” se a nora dela der o celular nas mãos dos filhos diariamente porque tem “coisas para fazer”. Vou falar o que? Sou veementemente contra enfiar aparelho eletrônico na fuça de criança para que elas “deem sossego” Primeiro porque são crianças e precisam de rotina: tomar banho, jantar, fazer o dever de casa... e isso leva tempo, não vejo necessidade alguma e nem vejo tempo livre para que fiquem no celular. Segundo porque eles já têm idade para entender que se a mãe precisa fazer o jantar ou qualquer outra atividade no lar eles tem que respeitar isso. E terceiro porque eu não consigo ligar uma coisa à outra. Por que dar o celular na mão do filho enquanto você tem que fazer o jantar? “Ah mas é que com o celular na mão eles ficam quietos! Não brigam e me dão sossego!”
Pois é! Crianças brigam e fazem barulho. Entre irmãos é natural e importante que se relacionem, que briguem por espaço e por atenção e que aprendam a se respeitar porque é através dessa experiencia que criam laços de afeto. Casa com crianças tem barulho. E é importante que eles vejam as obrigações dos pais para que entendam que todos as têm na vida adulta – e já na infância podem ter também. A vida real precisa ser mostrada.
Eu não posso falar nada quando ouço essas conversas "porque meu filho não usa o celular de segunda a sexta e o mais importante: meu filho me obedece! Qualquer comando que eu dê a ele seja frustrante ou não ele faz. Ele reclama, faz drama, argumenta como ninguém, tenta se safar...dá um trabalho imenso, mas ele me obedece".

Talvez seja este o trabalho que os pais não querem. Sou taxada de brava, de rude, muitos não gostam do meu tom ao falar desse assunto porque sentem-se criticados, pois eu tenho um pedido: por favor, não tenham (mais) filhos! Estou cansada de ver o sofrimento deles, cansada de conversa afiada e cansada de ser criticada porque eu educo meu filho com disciplina.

Educar leva tempo – na verdade anos de sua precisa e egoísta existência, além disso desgasta, tira a gente do sério, mas crianças não podem ser deixadas para segundo plano e nem terceirizadas para que o celular cuide delas e as eduque.

O mundo é um lugar hostil, não há espaço para quem vive numa bolha sendo entretido por smartphones e cuidado por babás, empregadas domésticas, motoristas e professores que são cobrados o tempo todo para que exerçam funções que são dos pais.
Parem de ter filhos! O mundo está apinhado de gente e vocês não tem tempo para educá-los.
Se você não tiver filhos eles não atrapalharão suas noites, seus finais de semana e suas férias.
Se você não tiver filhos você não terá que deixar de comprar coisas para você para comprar para eles.
Se você não tiver filhos você não terá que se preocupar com a rotina doméstica nem com a alimentação, a limpeza, as roupas e a segurança dentro de casa.
Se você não tiver filhos você não terá que passar noites em claro cuidando da febre nem tardes de sábado estudando para a prova da segunda-feira.
Se você não tiver filhos você não vai precisar usar grande parte do seu tempo conversando com eles, falando sobre ética e moral, passando conceitos e valores que são seus, dando-lhe lições e exemplos de vida e mostrando-lhe uma denominação religiosa e pessoas inspiradoras nem abraçados a eles quando estiverem tristes ou sentindo-se mal. Existem pais que não querem perder dez minutos para conversar com seus filhos na infância, se não fizerem isso, na adolescência não vai adiantar tentar.
Se você não tiver filhos não vai precisar dar a eles um animal de estimação para que eles aprendam a cuidar de um ser vivo, a respeitar e viver a experiencia da amizade mais verdadeira que existe.
Se você não tiver filhos você não vai precisar fazer passeios que eles gostam mais do que você, nem fazer encontros de amigos em casa, nem festas de pijama e nem ficar na fila dos brinquedos do parque por quase duas horas.
Se você não tiver filhos você terá o tempo e o silencio que quer sem sacrificar a vida de um ser humano que precisa de você e que não pediu para nascer.
Se você não tiver filhos não terá que discutir com o outro genitor deles sobre nenhum assunto e se vocês vivem juntos essas crianças não irão atrapalhar vocês porque pasmem, eu ouço da boca de muitos pais que os filhos atrapalham!
Se você não tiver filhos você não vai precisar cortar suas as unhas, pentear seus cabelos, dar-lhes banho, escovar seus dentes e ensiná-los a fazer tudo isso sozinho conforme crescem.
Se você não tiver filhos você não vai ter que ir a reuniões escolares, checar a agenda escolar todos os dias, acompanhar as notas, levar às aulas complementares nem ler para eles quando ainda não souberem ler.

Eu sinto muito informar-lhes, mas se vocês tiveram filhos vocês têm uma obrigação que não pode ser terceirizada a ninguém por mais dinheiro que vocês tenham. Dinheiro não substitui afeto. Não se ama os filhos sem dar tempo e atenção a eles.
As crianças terceirizadas estão crescendo e cometendo suicídio porque não dão conta de viver num mundo para o qual não foram apresentadas, porque se sentem desamparadas e culpadas, são livres para fazer o que quiserem mas nunca sentiram-se importantes e são tratadas como se atrapalhassem a vida de quem as colocou no mundo.
Nenhum indivíduo sobrevive a tamanha dor e para esta dor o remédio que buscarão está lá na boca de fumo ou na janela pela qual se jogam.

Não tenha filhos, já estou cansada de ver adolescente e jovem se suicidarem.

Por favor, ensinem seus filhos o valor da vida.

Obrigada.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

ANITTA E SUA ARTE (OU SEU BUMBUM?)

Crédito: Chargista Denny (portal de notícias de Mogi das Cruzes)


O noticiário de hoje dá-nos ciência de que essa moça que se intitula artista, e atende pelo nome de Anitta, teria mostrado o "bumbum", num ensaio de bloco carnavalesco.

Então, a excepcional (só que não!) mídia que temos a serviço do respeitável público dá cobertura, inclusive quanto a outras atitudes da moça e, claro, publica foto do momento em que os dotes físicos da jovem são expostos...

Ok,. ela é uma bela mulher (mais bela inclusive agora, após algumas plásticas confessas). Mas qual é sua arte, mesmo? Música cantada? Performance contorcionista? "Mise en scene"?

Sinto uma imensa tristeza dos fundamentos dessa arte "pós-moderna".

Seria mesmo necessário, por exemplo, Clara Nunes mostrar a bunda durante um show, ou num desfile?

Qual seria a atitude dos fãs de Madonna, se ela se despisse diante de seu fidelíssimo, cativo, público? Será que a valorizariam mais?

Até mesmo a loiríssima Xuxa, após suas incursões pelo mundo do erotismo, não fazia essas "presepadas".

Salvo engano cruel, nem mesmo alguém que me parece inspirar Anitta, a norte-americana Beyoncé, tem exposição assim tão - digamos - despojada!

Volto a frisar, não sou puritano. Sei que a sociedade de modo quase geral acha-se em processo alienante extraordinário, em que vale literalmente tudo, desde mostrar a bunda, passando por relações sexuais explícitas em aglomerações, até políticos até então "à prova de suspeita" sendo descobertos com fortunas em paraísos fiscais, com ILHAS particulares... PODE?

Mas me parece de uma pobreza absoluta, impar, quando artistas, para terem visibilidade, apelam para seus "dotes" físicos. Claro, não posso igualmente ignorar essa obsessão hedonista que tem tomado conta das faixas mais jovens de nossa sociedade, mas será que esse público não percebe que está sendo ludibriado?

Isso definitivamente NÃO É ARTE. Não representa uma produção que vá acrescentar algum entretenimento (exceção algumas masturbações para alguns pobres de espírito, e os pervertidos de plantão). E não é algo próprio de artista, se pavonear por aí, expondo seus "derriéres".

Em paralelo, e por causa disso mesmo (relação oferta e procura) vejo com tristeza como nossas novas gerações, ao valorizarem algo tão fútil, quanto bizarro (as pessoas deveriam valorizar mais seus atributos físicos - a realeza britânica é REAL, por que, dentre outras coisas características - não se expõem!*).

Vejo hordas de pessoas "curtindo" freneticamente coisas estúpidas como a mera exposição de um traseiro com fio dental, de duas pessoas do mesmo sexo trocando "selinhos", ou enaltecendo manifestações escritas ou faladas desses "artistas" que sequer sabem exprimir corretamente sua língua materna ("véi"... "tipo assim"... etc) e se acham donos da razão... Vejo uma espiral de estupidificação, em que as gerações que há alguns anos foram alçadas à categoria de "gurus", tentam replicar "aprendizes de guru" ainda menos aculturados, e a coisa vai degenerando, a pouco e pouco...

O que esperar de milhares de fãs que urram (devem ter agido assim) de prazer quando a bunda da limitada artista apareceu? Será que ponderam que suas esposas, ou filhas, poderiam também ser transformadas em "objeto de luxúria" de outrem um dia qualquer, no futuro?

Na verdade é isso que me preocupa, na essência - políticos deixam para seus descendentes exemplos de cupidez, desonestidade e desonra pessoal, como se fossem troféus verdadeiros; pais deixam a seus filhos exemplos de COMO NÃO SER PAIS, premiando a rebeldia com mimos, ao invés de ministrar ensino e demonstrar amor; artistas mostram a bunda, ao invés de fazer a arte que se poderia esperar deles...

Alguém de vocês já ouviu falar sobre a "instalação" (argh!) denominada "Merda de Artista"?

Pois então... Procurem, e se sintam frustrados com nosso mundo hodierno... entenderão meu desconforto com o que vejo na maioria dos olhares que lanço sobre a sociedade ocidental...

Precisamos parar de endeusar a mediocridade, a ignorância divulgada como "fashion", o hedonismo que vai fazer muita gente depressiva, ainda...Minha aspiração é que pessoas como a "artista" referenciada se tornem MESMO ARTISTAS, tendo a mostrar ao mundo ARTE, como por exemplo música com letra e melodia, que marcam, que permanecem, ao invés de traseiros, coxas e seios, que serão substituídos pela próxima "queridinha" da mídia...

*Claro, infelizmente não ficam a salvo da mídia impiedosa, que os caça com a perseverança de sabujos...

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

MEGHAN E HARRY - HISTÓRIA DE UM CASAL EM BUSCA DE PAZ



Crédito da imagem: Chris Jackson / Getty Images

Bombam por aí, num paroxismo alienado, notícias e comentários a respeito do distanciamento do príncipe Harry e os seus, da família real britânica.

Não faltam, claro, lucubrações estúpidas a respeito de limitações da duquesa de Sussex (Meghan Markle, para os desavisados, recebera esse título ao se unir, pelos laços do matrimônio, com o príncipe Harry). Culpa e defeitos são amontoados sobre sua cabeça, e me parece haver um rancor social contra a mulher que - a juízo da maioria - rompera com a monarquia britânica.

Não é bem assim.

Confiram, desde o início desse relacionamento, ainda antes do casamento, a marcação (usando um termo futebolístico) DESLEAL que fizeram sobre a moça - sua etnia "plebéia", sua formação numa carreira desprezível para quem é da realeza, seus hábitos alimentares, suas vestimentas, suas aparições em público, seus pronunciamentos - muitas vezes criticados com incompreensível maldade.

A meu ver, a jovem senhora suportou até demais a pressão, o rancor, a maldade gratuita.

Algo que me surpreende sobremodo é que essas manifestações de desapreço e recriminações vêm da sociedade britânica, aparentemente como um todo. Será que eles ainda não entraram no século XXI, onde diferenças sociais deveriam ser diluídas, em prol da igualdade?

No tocante a relacionamentos, não é fora de propósito o que fizeram à Duquesa da Cornualha, atual esposa do príncipe Charles, pai dos dois irmãos agora em foco. Tentaram desmerece-la de muitas maneiras, e ela resistiu. Imagino o que ainda (possivelmente) sofra.

Imagino a angústia do príncipe Harry, nessa tomada de decisão! Ou os senhores acham que ele não sente ou não sentirá o distanciamento das benesses da corte?

Em paralelo, vejo com desprezo a maneira como a Coroa Britânica tem tratado do tema. Penso que um pronunciamento firme e definido a respeito, há uns seis meses atrás, jogaria uma cascata de água fria sobre essas maldades fervilhantes.

A Inglaterra tem sofrido revezes extraordinários, e identifico algumas origens.

O caráter boquirroto de seus órgãos de imprensa (parece, na verdade, que é um mal global - essa rapaziada recém-saída das fraldas anda numa obsessão psicótica por "gossip"), tem prestado contínuos desserviços à sociedade britânica, como um todo. O que se pode extrair de sério, de consistente, de produtivo, da maioria das publicações? Muito pouco, lhes asseguro, ainda que observando à distância.

Os políticos, com suas trapalhadas - em questões tão sérias e impactantes como por exemplo legislação adequada para enfrentar a invasão (literalmente) de estrangeiros, acontecendo em montante incremental, na velha Albion... o Brexit, a meu ver, infelizmente trará mais prejuízos do que vantagens, no médio prazo, e não resolve muita coisa...

A monarquia, que em seu pódio representativo, silencia... como é que representantes máximos de um país ficam em silencio diante de tantas coisas estranhas acontecendo no Reino Unido? Preservação de imagem ou identidade é uma coisa, mas descaso com seus cidadãos é outra.

Nenhum de nós pode imaginar a dor familiar que vai representar esses dois irmãos estarem distanciados. Fico imaginando o quando de família, afinal de contas, ainda é a família real britânica. PERDEM MUITO BRILHO, com esses últimos desdobramentos de uma crise que não existiria, se a Rainha desse (literalmente) um tapa na mesa, e fizesse parar essa maldade toda, em cima do casal "retirante".

Que me objetem aqueles que acham que falei demais. Nesse mundo globalizado (nem sei se é coisa boa ou ruim, isso...) muito pouca coisa é oculta, ou passa despercebida.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

FALA O MAGISTRADO... DEIXEM-NO FALAR!

Da internet, créditos ao autor

O desembargador Benedicto Abicair, do Tribunal de Justiça do estado do Rio de Janeiro, determinou a suspensão do especial "de Natal" produzido pelo Grupo Porta dos Fundos, em atendimento a recurso de uma instituição ligada à Igreja Católica.

Argumentara o digno jurista que o vilipêndio à honra e à dignidade de milhões de católicos (eu acrescentaria - toda a cristandade, no Brasil), fora grave, e que, ademais, a motivação para exibição do trabalho já se exaurira, porque o Natal já passara, já fora devidamente comemorado.

Acredito que, salvo argumentação convincente, o homem agiu adequadamente. Era necessário que a Justiça desse satisfação à sociedade, por mínima que fosse, a respeito de algo que causou tanto mal-estar, no seio da sociedade brasileira (fico imaginando o "filme" passando num rincão qualquer do Brasil, onde a fé é praticamente TUDO o que resta aos moradores do lugar - penso que teríamos cenas de selvageria acontecendo, não importa o que se pense sobre a retaliação - foi desrespeito, e pronto!*).

Então, numa tentativa velada (clara, para mim) de desconstruir a seriedade do julgador, a BBC publica, no final da noite de ontem (08.01) artigo em que "pinça" verborragias  do magistrado, a meu ver, numa clara tentativa de deslustrar seus juízos de valor e, em última análise, a maturidade do decisório recente, sobre o tal filme. Não foi somente a BBC, a buscar "gags" do magistrado. Outros órgãos de comunicação estão também fazendo esse exercício de "cidadania" (só que não).

O pinçamento das frases, para quem tenha o equilíbrio de pensar a respeito (os brasileiros, em geral, são meio resistentes a pensar, preferem coisas prontas para adicionar a suas cabecinhas limitadas), indicará que, dentro dos contextos em que se manifestara o homem, havia fundamento. Mas extrair frases soltas do discurso das pessoas, pra mim, é quase um estelionato moral.

Quando ele se refere a "donos selvagens de cães domésticos", pode até ter exagerado em sua peroração, mas se referia a uma situação pontual. Grandes chances há de que o mesmo tenha seus animais de estimação, e nem por isso seria rotulável de "selvagem".

Na situação em que o homem fala sobre a tradição de se usar gravata e paletó, ele está enfatizando a postura de um jurista/advogado, nada mais. Se comentar sobre o que apreciaríamos em termos de indumentária for reprovável, então não sei mais o que se poderia dizer, sobre as "roupinhas" que nossa sociedade moderna desfila.

Entendam, não sou puritano, nem me considero retrógrado. Mas penso que é necessário se respeitar a opinião do homem. Os discordantes, que o ignorem! Mas chega a ser desleal se levantar pontos isolados do discurso do homem, com objetivos não muito conexos com a temática principal.

Quanto à questão da vestimenta de causídicos, um pouquinho de pimenta... não vejo seriedade em quem vai, por exemplo, à missa de bermuda e chinelo. Quem quiser que o faça, mas me soa mais como uma secreta rebeldia, do tipo "na casa de Deus posso ir de qualquer maneira". As coisas não são assim, lhes asseguro. Assim como as pessoas não vão à praia de terno! Entenderam o contraponto?

Deixem o homem em paz... Afinal de contas... "cada um no seu quadrado"... Tem gente que gosta de funk (e seus "artistas")... fazer o que?

*fico pensando se esses "gênios" do humor já cogitaram em fazer alguma produção a respeito de Maomé, ou do islamismo... Será que haveria algum aborrecimento por aí? Ah, me poupem... essa rapaziada trabalha com a premissa (válida) de que os cristãos PERDOAM. Mas o perdão não suprime a necessidade de correção. A revista francesa "Charlie Hebdo" manda lembranças, galera do "Porta dos fundos"...

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

DECLARAÇÕES DE FÉ E CONCEITOS EXCLUDENTES

Não estou convencido... a maldade humana não tem limites, e tem "n" subterfúgios


Segunda-feira, dia 06.02.2020, e tomo conhecimento de um escrito atribuído a um Sr. Gilbert Collard, francês, advogado, e que se confessa cristão...

Republico a argumentação porque representa a crua realidade por trás do utópico projeto de reunir, sob um mesmo manto, as principais religiões do mundo. Talvez já tenham conhecimento da tal "Casa da Família Abraamica", que está sendo edificada em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, sob auspícios de um tal "Comitê Superior da Fraternidade Humana" (Higher Comittee of Human Fraternity), composto de uns "iluminados" (só que não).

A França (tão liberal e pioneira em criação de permissividades) está passando por uma fase de "muçulmanização" nos hábitos e na leis, na última década, e um advogado francês chamado Gilbert Collard resolveu se manifestar.

Vale a pena ler porque todos os países do ocidente correm o mesmo risco.

Vamos ao que o Sr. Collard escrevera...

"Como demonstram as linhas que se seguem, fui obrigado a tomar consciência da extrema dificuldade em definir o que é um infiel, para poder escolher entre Alá ou o Cristo, até porque o Islamismo é de longe a religião que progride mais depressa no nosso país.

No mês passado eu participei de um estágio anual de atualização, necessária para renovação da minha habilitação de segurança nas prisões. Nesse estágio houve uma apresentação por parte de quatro palestrantes, representando respectivamente as religiões Católica, Protestante, Judaica e Muçulmana, explicando os fundamentos das suas doutrinas respectivas. Foi com um grande interesse que esperei a exposição do Imã.

A apresentação deste ultimo foi notável, acompanhada por uma projeção em vídeo.
Terminadas as intervenções, chegou-se ao tempo de perguntas e respostas, e quando chegou a minha vez, perguntei:

- “Agradeço que me corrija se eu estiver enganado, mas creio ter compreendido que a maioria dos Imãs e autoridades religiosas decretaram o “Jihad” (guerra santa), contra os infiéis do mundo inteiro, e que matando um infiel (o que é uma obrigação imposta  a todos os muçulmanos), estes teriam assegurado o seu lugar no Paraíso. Neste caso poderá dar-me a definição do que é um infiel?”

Sem objetar à minha interpelação e sem a menor hesitação, o Imã respondeu:
- "Infiel é todo não muçulmano”.

Eu respondi:
- “Então permita-me assegurar se compreendi bem; os adoradores de Alá devem obedecer às ordens de matar qualquer pessoa não pertencente à vossa religião, a fim de ganhar o seu lugar no Paraíso, não é verdade ?

A sua cara, que até então  tinha tido uma expressão cheia de segurança e autoridade, transformou-se subitamente na de um menino, apanhado em flagrante com a mão dentro do açucareiro!!!
- "É exato", respondeu ele num murmúrio.

Eu retorqui:
- “Então, eu confesso ter bastante dificuldade em imaginar o Papa dizendo para os católicos que massacrem todos os vossos correligionários, ou o Pastor Stanley dizendo o mesmo para garantir a todos os protestantes um lugar no Paraíso.”

O Imã ficou sem voz !

Continuei:
- “Tenho igualmente dificuldades em me considerar vosso amigo, pois que o senhor mesmo e os vossos confrades incitam os vossos fiéis a cortarem-me a garganta !”

Além disso, me aflige uma outra questão:
- “O senhor escolheria seguir Alá que vos ordena matar-me a fim de obter o Paraíso, ou o Cristo que me incita a amar-vos a fim de que eu aceda também ao Paraíso, porque Ele quer que eu esteja na vossa companhia?”

Nessa hora, dava para ouvir uma mosca voar, enquanto que o Imã continuava silencioso. Será inútil afirmar que os organizadores e promotores do Seminário de Formação não apreciaram particularmente esta maneira de tratar o Ministro do culto Islâmico e de expor algumas verdades a propósito dos dogmas desta religião.

No decurso dos próximos trinta anos, haverá suficientes eleitores muçulmanos no nosso país para instalar um governo de sua escolha, com a aplicação da “Sharia” como lei. Parece-me que todos os cidadãos deste país e do mundo deveriam poder tomar conhecimento destas linhas, mas com o sistema de justiça e das “mídias” liberais combinados com a moda doentia do "politicamente correto", não permitirão de forma nenhuma que este texto seja publicado de forma intensiva.

É por isto que eu vos peço para enviar a todos os seus contatos via Internet.

Obrigado,

Gilbert Collard"

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