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sábado, 15 de dezembro de 2012

ESTÃO FILMANDO? O CORREIO NOS OFERECE OUTRO VEXAME!!!

Mas então, como já comentado inclusive, aqui, os Correios reclamaram da empresa DHL estar entregando os passaportes processados pelas autoridades norte-americanas. Alegaram que o Correio tinha exclusividade do tráfego de tais documentos, etc e tal.

Agora temos passaportes até à tampa represados, centenas de pessoas já começando a tomar prejuízo, as autoridades americanas se limitaram a obedecer (aliás, eles nos dão lições maravilhosas em termos de obediência - nossa gente e nossas autoridades precisavam aprender um pouco mais sobre civilismo), e os Correios? O que dizem?

Quem quer que seja que levantou a "feliz idéia" de atravessar o serviço (muito bom) da DHL, deveria agora vir a público e dizer o que tem em mente para resolver os problemas que sua falta de juízo causou.

Espero que venha com a solução ao menos uma semana ANTES DO NATAL.

Mas, senhoras e senhores usuários desse primor que é o serviço dos Correios, vocês podem - claro - processar a empresa, pelo atraso. Afinal, a culpa será de quem? Dos americanos, que obedeceram (claro que não!), da autoridade judicial que acolheu o petitório dos Correios, dos traficantes (está na moda colocar em cima deles a culpa por problemas...), ou de quem mais?

Digo e repito - incompetentes gerindo uma máquina defasada, só poderia dar nisso. Duvido que tenham sequer realizado estudo sobre o impacto da nova atribuição sobre as rotinas (já sofríveis) dos Correios.

DE PASSAGEM ... não me refiro àqueles abnegados, que gastam tempo e sola de sapato, para entregar o que lhes é passado. Estou criticando É A CÚPULA dos Correios. Carteiro é mais uma vítima, do que um agente.


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

CORREIOS X DHL - O TRIUNFO DA MEDIOCRIDADE

Noticieiros diversos dão conta hoje de que por decisão do TRF-SP, a embaixada americana foi impedida de enviar os passaportes de solicitantes brasileiros a visto, através da empresa DHL.

Não sou americano, nem sou acionista/sócio na DHL. Mas para o bem da seriedade, preciso dizer que foi uma rematada barbeiragem burocrática, isso de obrigar as autoridades americanas a utilizarem o serviço dos Correios nacional.

Acontece que nosso serviço de Correios já foi bem confiável e era compensador utilizar seus serviços. Mas isso não é o que se observa hoje.

O atendimento foi pulverizado em lojas franqueadas, onde funcionários desvinculados da grandeza do serviço atendem a gente com uma pachorra quase generalizada, os preços são abomináveis, e a certeza de chegada do que se envia não é exatamente 100%. Isso sem se falar no descuido com que as coisas entregues ao serviço dos Correios muitas vezes são manuseadas! Coisas de quebrar então? Nem pensar!!!! Isso se não houver algum extravio.

Em paralelo, abnegados carteiros estão por aí, dependendo de magros salários para sobreviver, com cargas cada vez mais expressivas, e ultimamente até se sujeitando a investidas de delinquentes (vide São João de Meriti, no Rio de Janeiro). Quero dizer com isso que enquanto empresários estão se locupletando com preços encorpados, nessas lojas franqueadas, quem se "rala" ganha pouco...

Por exemplo, aquelas caixinhas amarelinhas, que podemos utilizar para pequenos envios, costuma custar o dobro do que se cobra na concorrência.

Naturalmente alguém vai dizer que há bons preços sim, como por exemplo o da tal "carta social".

Question... o que seria uma carta antisocial? Bobagens com nomes pomposos...

As autoridades americanas apenas consideraram mais seguro que um dos melhores "couriers" do mundo ocidental cuidasse daqueles documentos. Mas aí o mercantilismo falou mais alto, e o resultado...

Sabem, antes de alguém ficar puxando para a empresa de Correios outros desafios, eles deveriam é otimizar o sistema, dar melhor remuneração aos carteiros, e treinar quem nos atende em guiches onde se faz de quase tudo, até nos servir em tarefas postais (recebem titulos como bancos, por exemplo...).

Eficiência. Se isso acontece, não tem porque os americanos não nos escolherem. Eles também gostam de economizar dinheiro... é só evoluir no atendimento, não precisa do Judiciário pra dar uma forcinha...


segunda-feira, 30 de julho de 2012

ECT - OU O PRÊMIO DA INEFICIÊNCIA

Abro esta semana num ataque de nostalgia absolutamente dilacerante.

Quando menino, se havia algo sério no Brasil, era o poderoso DCT - ou Departamento dos Correios e Telégrafos, gestionado pelo governo federal. Com muito menos recursos de logística e gerenciamento, sem nem se sonhar com computadores ou internet, os funcionários do dito departamento tinham desempenho impecável.

Muitas vezes se ouvia falar de correspondências extraviadas, claro, mas essa maldição nunca acossou minha família. Conhecíamos o carteiro de nosso quarteirão, o querido Serôdio, com voz empostada ao dizer em voz alta "Correio!"...

... enfim, reminiscências de tempos que não voltam mais, tempos em que as pessoas tinham mais respeito umas pelas outras, os corruptos tinham menos coragem de se expor, já havia falta de empregos, claro, mas a coisa era resolvida, mais cedo ou mais tarde.

O que temos hoje? Uma coisa esquisita, misto de empresa, misto de autarquia, com "lojinhas" de franquia. Preços estranhos para serviços relativamente iguais - como se supôr que uma carta simples NÃO RECEBA CUIDADOS, e uma carta registrada os tenha? O nome disso é imoralidade. Ah, lançou-se uma outra alienação, a chamada "carta social" (não se iludam, não tem nada de social, tem mais a ver com os sócios que dividem os lucros de serviços multiplicados).

Nas lojas, salvo raríssimas exceções, preciso pontuar mais uma vez, empregados papalvos, destituídos de entendimento ou cortesia, que somente repassam valores e cálculos, sem ter a mais bisonha defesa dos valores praticados. Valores que muitas vezes beiram o irreal... vocês que me leem sabiam que algumas encomendas pequenas chegam (com certeza) e mais baratas via aérea do que via ECT?

Empregados que precisam fazer pequenas reuniões no meio do expediente, para eliminar uma dúvida de algum cliente, simplesmente porque não foram treinados para pensar e resolver a dúvida de quem está diante deles. Então, precisam se assegurar com os outros, sobre o que vão dizer... seria cômico, se não for patético.

Ah, mas isso não é tudo. Experimentem enviar uma carta com AR (antigamente isso era coisa séria). Tentem depois saber onde deve estar, alí pelo terceiro dia de enviada. Terão de resposta a notícia de que não há como rastrear (???) a tal correspondência. Agora, imaginem a quantidade de "cartas sociais" que se extraviam todo dia, às quais a palavra rastreio simplesmente não diz respeito!

Sem contar em pacotes dilacerados, como se chegassem da Síria, ou envelopes com conteúdos expostos/amassados... Tem correspondência que parece ter sido pisada por uma manada de elefantes...

Não tenho absolutamente nada contra os abnegados que enfrentam chuva, insolação, cães bravos e clientes grosseiros, na tarefa diária de distribuir as correspondências, todo santo dia. Nem de transportadores que varam a madrugada, levando pesados malotes... tenho críticas a seus superiores, que não têm competência para tal e, principalmente, tenho críticas contra os operadores das tais "lojinhas", que mordem um lucro avantajado, para entregar serviço minimamente sofrível.

Sinceramente, sonho com o retorno do "status quo" de outrora. E tenho certeza de que a iniciativa teria sucesso, com todos os recursos da computação que temos hoje.

Quero que o correio seja novamente a prestadora de serviços mais eficiente do Brasil, como já foi, no passado.

P.S. - Não queimem o juízo tentando descobrir onde o Serôdio trabalhava - era na Rua Coração de Maria, no Méier, Rio de Janeiro, RJ (ah, eu tenho saudade da Guanabara também...).

Sobre o Neymar e uma população infantil

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