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sábado, 7 de setembro de 2013

MUDANÇAS DE VERDADE? UMA NOVA TEORIA SOBRE O CAOS

Acabo de tomar conhecimento do livro de Mark Blyth, da Universidade Columbia, EUA, denominado - "Austeridade, História de Uma Idéia Perigosa".

O autor nos traz exatamente o elemento de compreensão que faltava para o caos que tem se instalado na maioria imensa dos países desenvolvidos ou em desenvolvimento.

A bandeira da austeridade, esgrimida com furor por capitalistas ao redor do mundo, e discretamente adotada por alguns governos socialistas, é um mal tão grande quanto os déficits que se pretende combater - senão o maior.

Observem como as condições sócio-economicas degringolaram, à medida em que a tal austeridade foi sendo aplicada. O cataplasma amargo e doloroso, ao invés de curar o doente o está matando.

Notem que na maioria imensa de países que adotara o arrocho nas suas contas teve como resultado não exatamente a normalização das coisas, mas uma expansão no índice de desemprego, a degeneração dos serviços públicos, e um crescimento contínuo da insatisfação das populações.

Ressalta que as lições da depressão de 29-32 foram esquecidas.

Talvez, pensando bem, a problemática maior esteja na globalização, que ata os países em nós "górdios". Mas observem que enquanto os pobres empobreceram mais (não se enganem, aqui no Brasil está do mesmo jeito) as camadas mais prósperas de nossas sociedades CONTINUARAM prósperas...

Então... quem está pagando a conta da austeridade?

Não tenho dúvidas que as classes intermediárias (B e C), classificáveis com "médias", estão pagando o preço. E altíssimo, diga-se de passagem. Nossos técnicos, cientistas, prestadores de serviços sociais estão minguando a cada dia. Lá embaixo os pobres continuam sua vidinha normal, acostumados que estão ao caos (alguns saem daquela categoria, mas são exceção, ainda).

Enquanto isso, nossa classe A, e em particular a política, que é quem decide a aplicação das políticas e gere os processos... continuam passeando por aí em jatinhos, viajando ao exterior nas férias, construíndo seus castelos...

NOTARAM QUEM ESTÁ PAGANDO A CONTA?

Sete de Setembro de dois mil e treze - MUDA BRASIL, Pátria amada! (e espero que uma mudança dê exemplo ao mundo, que está se despedaçando).

sábado, 30 de março de 2013

ÚLTIMOS ASSALTOS NO CONGRESSO NACIONAL

Mas então, na surdina, aproveitando-se o feriado prolongado, o presidente da Camara dos Deputados, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN, lembrem-se desse nome!!!!), decidiu revogar ordenamento instituído no ano passado - 2012, pelo então presidente Marco Maia, que limitava o reembolso de despesas com atendimento médico.

Assim, não haverá limites para despesas que por acaso forem cometidas pelos integrantes da casa, junto a estabelecimentos/profissionais médicos.

Foi além, como se isso não fosse afronta suficiente. Determinou a retroatividade da medida, o que na prática equivale a levar algumas centenas de parlamentares a reverem suas contas anteriores, a débito do Erário.

A saúde dos Ilmos. parlamentares é importante.Naturalmente. Igualmente o é a saúde dos seus eleitores.

Aqui temos um primeiro conflito de interesses. Enquanto quinhentos e poucos eleitos têm despesas médicas indenizadas SEM LIMITE, milhões de eleitores têm que se arrebentar para conseguir migalhas de atendimento no SUS, em estabelecimentos "simulacro" de atendimento hospitalar. Vamos em frente...

Um segundo senão, a criticar na nova ordem instituída pelo Sr. Alves, é quanto ao que existia até então, decidido pelo presidente anterior da Casa, Sr. Marco Maia. Ora, ora, ora, será que o Sr. Marco Maia seria tão irresponsável, a ponto de propor algo inatingível?

Prossigamos. O Sr. Alves ponderou, em defesa de suas novas diretivas, que a verificação de cada caso gerava atrasos imensos, e para sua resolução, precisariam de ter mais mão de obra para manuseio dos documentos!!!!

O FIM DA PICADA.

O homem se elege com um discurso de austeridade, e uma de suas primeiras medidas é justamente abrir os cofres da Câmara, historicamente de difícil controle!!!!!

Sr. Henrique E. Alves, a posição defendida por V. Excia. é totalmente indefensável. Vejamos...

Primeiramente porque é imoral - nossos parlamentares já recebem generosa paga para seu sustento (e que sustento!!!), e nada mais natural de que, superado algum limite existente pelo preço do profissional (ou estabelecimento) de saúde escolhido pelo parlamentar, nada mais natural do que o beneficiário supra de "per si" a diferença!!! Imaginem se o homem vai buscar tratamento diferenciado, de ponta (nada contra, a saúde é fundamental) - nós, do povo, que sofremos nos balcões so SUS, VAMOS PAGAR A DIFERENÇA, EXCELÊNCIA?

Em segundo lugar, soa de um desrespeito absoluto, quase abominável, desdizer o que o ex-presidente fizera. Senhor presidente, estamos em momento de oferecer à população satisfação do que se faz na Casa. Essa brincadeira de desfazer o que foi feito antes cheira a "vendetta" política.

Finalmente, Sr. Presidente, a questão burocrática. Não tenho dúvida alguma em pontuar que a alocação de alguns abnegados "asspones" para fazer a conferência dos processos sairia muito mais em conta do que autorizar indistintamente as indenizações sem limite. Excelência, a Camara têm aproximadamente 600 assistentes administrativos, entre estáveis e não estáveis (que ganham a partir de R$ 10.000,00/mes)!!!! Uma meia dúzia desses servidores abnegados com toda a certeza resolveria o "imbrógliio".

Vê, Excelência, que demonstração de descaso V. Sa. ofereceu, em relação à nossa gente sofrida?

O Sr, austero? Está brincando, Excelência. Talvez no âmbito familiar, mas na presidência da Camara está demonstrando, por esse e outras medidas, que é na verdade UM PERDULÁRIO - claro, com os recursos alheios, no caso, os pertencentes a todo o povo brasileiro...

EU NÃO VOTO PELA REELEIÇÃO DE HENRIQUE EDUARDO ALVES (de jeito nenhum, e graças a Deus não voto no estado do homem)! Será que os eleitores do Rio Grande do Norte, aquele outro estado da Federação, deixado às traças por seus eleitos - VÃO VOTAR NELE? DUVIDO!



Sobre o Neymar e uma população infantil

  Imagem baixada de jornal de circulação nacional A Copa do Mundo 2026 terminou. Com algumas frustrações, alegrias (poucas... porque alguém,...