A Copa do Mundo 2026 terminou. Com algumas frustrações, alegrias (poucas... porque alguém, no Brasil, se alegraria de a Argentina perder o título??? Insano...)... fofocas sobre negociatas, sobre bancas de aposta interferindo, sobre narcisismo de alguns atletas que se acham "estrela"... E assim caminha a humanidade, especialmente nessa nossa terra de Santa Cruz.
Mas hoje preciso abordar o tema "Neymar". Um jogador de futebol que se notabilizou desde cedo por sua intimidade com a bola, que já no início da carreira demonstrava brilho incomum. POUCOS SABEM que o Neymar que conhecemos precisou se submeter a condicionamentos severos, para ganhar massa muscular, aprender a se defender nos embates do "violento esporte bretão". Precisou também superar a descrença daqueles que olhavam para aquela estrela em ascenção supondo que ele seria apenas "mais um"... enfim...
Neymar se superou.
Passou pelos testes da mudança de adolescente para adulto, se firmou e passou a estrelar com muito brilho e refinamento o Santos Futebol Clube, no Brasil, antes de ser cobiçado pelos europeus, que queriam aquela estrela brilhando por lá. Seria transacionado a peso quase de ouro, para o Barcelona da Espanha, iria depois para o Paris Saint-Germain, da França, e dalí os opulentos do Al Hilal, da Arábia Saudita, teriam adquirido seu passe.
Foi e venceu.
Nem todos sabem, igualmente, dos desafios que enfrentou, porque sempre, desde o início, foi "caçado" em campo, o que lhe produziu 29 lesões, das quais 4 sobremodo graves, inclusive uma na coluna cervical. Superou tudo isso com galhardia, como costumava superar em campo seus marcadores, alguns realmente impiedosos. De notar que a carreira de um jogador de futebol não costuma ser longa, então chega a ser milagrosa a longevidade de nosso herói.
Alcançara 42 títulos de campeão, inclusive SETE com a camisa da seleção brasileira, aí incluido um campeonato sub-20. Num total de 130 partidas pelo Brasil, o homem contabilizaria 80 gols pelo selecionado, tornando-se o maior artilheiro nacional, batendo inclusive o ícone Pelé. Lograra marcar 457 gols em sua carreira, até então.
Diferentemente da maioria de seus conterrâneos, Neymar da Silva Santos Júnior não se meteu (ao menos não há conhecimento disso) em problemas de drogas, tampouco a mulherada - que, como mariposas em torno de uma lâmpada - o transviou. Detém respeito dos clubes por onde passou, é reverenciado entre os de sua geração, e de algumas que viriam, como um dos maiores jogadores de futebol. Manifestando sólidas convicções de crença, ganhou - claro! - muito dinheiro, nos clubes por onde andou, conseguiu bens móveis e imóveis, aplicou seus recursos... Pode se dar ao luxo de se aposentar, SE QUISER.
Mas... como dissera o saudoso Tom Jobim, "No Brasil, sucesso é ofensa pessoal". Nesse Brasil, de maioria alienada culturalmente, Neymar, que já era criticado demais - porque não se rende aos holofotes dessa cambada de "influencers" que querem brilhar às custas dos outros - passaram a criticar duramente o campeão, após os desacertos do selecionado brasileiro*, na Copa do Mundo deste ano (2026). Um conhecido "comentarista" (faz-me rir...) vem a público vociferar com sua voz potente que o homem é isso, é aquilo... Imaginem! No ÚNICO JOGO de que participou, Neymar fez o ÚNICO GOL!
Teremos por aí ainda muita gente criticando nosso herói, mas a verdade é que ele já fez pela Seleção Brasileira e por nós brasileiros muito mais do que a imensa maioria (nem se fala da produção do tal "comentarista"...).
Só porque o homem é um sucesso... que gente mesquinha, a minha gente!!!!!
*um tal de Ancelotti tem responsabilidade nisso, adicionado ao detalhe quase nunca comentado de que o time brasileiro foi formado por estrelas, que não tinham mais nada a provar a ninguém. Sem desmerecê-los, ouso dizer que não estavam lá - salvo uma ou outra exceção, preciso ressalvar - para ganhar o ouro da Copa. Estava lá porque foram CONTRATADOS PARA ISSO.
