A "Presidenta"... vítima ou algoz?
Vem a público hoje, através de diversas mídias informativas, relatório final da Comissão Nacional da Verdade.
Em seu bojo, inscrevem-se propostas de mudança num sem-número de direções, inclusive postulando-se pela extinção da Polícia Militar (?????). Igualmente, se pretende que seja abolida a celebração do que convencionaram rotular de "Golpe" de 1964. Que as F.A. assumam a responsabilidade pelo que lhes coube. Outras baboseiras se inserem no texto, repleto, já se vê, de revanchismo com quem um dia pretendeu que esse país fosse melhor.
Sim, senhores, os operadores da "intervenção" (nem revolução, nem golpe), de Março de 1964 pretendiam proteger nosso torrão rico e inculto da sanha perversa que se levantava, ameaçando liberdades individuais, patrimônios, e a soberania de nossa pátria.
Não, senhores, eles NÃO FORAM os responsáveis pelos despautérios ocorridos. E eu explico aqui.
Naqueles anos pós-guerra, as nações ocidentais estavam em alerta vermelho, literalmente, contra os "vermelhos" (que ironia, hoje eles enxameiam a América do Sul!). E a nação líder*, os Estados Unidos, influenciava a qualquer custo a proposta de combate a manifestações que pudessem conduzir a cismas pró-comunismo. Meus irmãos, pensem! A Europa Oriental estava prostrada, aos pés de Stalin, e seguintes líderes do soviete, Khrushev, Brejnev, Andropov e Chernenko. Populações inteiras viviam sob estrita vigilância, sujeitos a excessos administrativos e repressores inauditos (Gorbachev já é outra história).
Mas...
Claro, dentre nossos jovens** existiam algumas cabeças brilhantes que avaliaram "o máximo" aquela proposta socializante, do socialismo comunista - ANTES OLHASSEM para o socialismo israelense, esse sim positivo e agregador! E tivemos então, pari passu com diásporas pontuais, a eclosão de movimentos reivindicatórios em nosso território tupiniquim.
As Forças Armadas, que intervieram para evitar o mal apregoado, se voltaram contra esses movimentos - nada estranho ou excessivo, já se vê. Afinal de contas, aquelas eram sementes de uma planta terrível, que produziria efeitos danosos em muitos pontos do globo.
Fundamental lembrar dois pontos, aqui:
- as práticas de investigação/repressão eram, naquela época, consagradas ao redor do mundo, isto é, o aparato de segurança de nossos generais não inovou em nada. Basta se conferir o que acontecia simultaneamente nos E.U.A., no Império Britânico, na França, na hoje inexistente Alemanha Ocidental. Não podemos empurrar aos ombros daquelas pessoas uma conta que, afinal, seria debitável ao estágio sócio-político que então vivíamos.
- só foram reprimidos pelos mentores da intervenção aqueles que se insurgiam contra o modelo implantado, e/ou demonstravam a face socialista/comunista de suas intenções (dentre eles os já mencionados jovens**, com idéias ufanistas, repletos de Marx, mas desconhecendo os meios que já vinham sendo implementados na Europa Oriental para consecução dos alvos marxistas***. Isto é, quem trabalhava seriamente, e seguia sua vida, NÃO FOI AMEAÇADO!!! Não é surpreendente? (estou sendo irônico).
Tivemos então um dos períodos de desenvolvimento mais consistente de nosso
Brasil. Obras fundamentais para nosso desenvolvimento, sem as quais não imaginamos o Brasil - como por exemplo, a rodovia Pres. Dutra, a hidrelétrica de Itaipú, dentre outras - foram conduzidas (e sem o desastre de corrupção que temos hoje) pelos militares.
Nossas escolas tinham muito melhores condições, com professores valorizados e respeitados, nosso sistema de saúde, conquanto não fosse tão eficiente assim, atendia razoavelmente bem nossa gente.
E agora me vêm dizer que aqueles senhores (nenhum dos quais foi ou é milionário, como alguns barões da política atual) praticaram violência?
Como se postular a extinção da Polícia Militar? A que justificativa? Maçãs podres as há em qualquer cesto. Extinguiríamos então o PT, por algumas mortes e/ou violências mal explicadas??? HEIN?
Nossa gente, além de sem educação, de modo quase geral, é inculta, ignorante mesmo, das marés políticas que tivemos, da segunda metade do século XX para cá. Estamos aprendendo, embora ao longo dos últimos doze anos (estou escrevendo isso em 2014), tenhamos experimentado uma imensa retração/estagnação, em termos culturais... o que parece cultura em toda parte, salvo engano, são iniciativas paralelas, com propostas "culturais" que trazem em seu bojo menos cultura e mais liberalização de costumes e relativização da importância da pessoa humana.
Comissão Nacional da Verdade - caça às bruxas, versão tupiniquim... nada mais que isso.
Pra terminar... nossa ilustre "presidenta" (só entre aspas mesmo, essa palavra), se comovendo até às lágrimas, ao discursar sobre o relatório da CNV... ORA, ORA, ORA... e o que deveríamos fazer, ao mencionar os atos de violência tremenda, perpetrados mesmo pela digna senhora e seus êmulos? E esses, não serão analisados pela "Comissão Nacional da Hipocrisia"? Ah, me poupem. Notem que eles sacrificaram não somente patrícios nossos, mas representantes de outros países... como fica isso? IMPUNE?
* Não se enganem... nações líderes SEMPRE EXISTIRAM, sempre existirão...
**Alguns desses 'socialistas' simplesmente AMAM o clima da França, Inglaterra, Miami... socialismo estranho, esse...
***Desconhecem Engels, Lenine, Gramsci... por aí vai...
Nesse espaço virtual eu tento identificar absurdos e coisas mal feitas, gente do mal, e também discorrer sobre o que estão fazendo de bem (porque não?) e de mal a nossa gente, ao nosso Brasil. E de vez em quando elogio alguns heróis - gente que sobressai no cuidado com nosso povo e com as nossas coisas. VOCÊ, que visita minhas "mal traçadas linhas" fique à vontade para deixar comentários! Ou será que você também tem medo? Apreciaria muito saber o que você pensa - deixe um comentário!
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
domingo, 14 de abril de 2013
OS GRILHÕES DA PERFÍDIA
Domingão... momentos de relax...
Estive refletindo uns momentos para a letra vibrante, algo empolada, do nosso Hino da Independência.
Letra inspirada nos ideais de Evaristo da Veiga, melodia tocante do nosso imperador, D. Pedro I, tem na composição os versos "Os grilhões que nos forjava da perfídia astuto ardil..."
Sentenças que me fizeram pensar. Nos estertores do regime militar que nos governou a partir de 1964, a perfídia assumiu o controle das coisas. Foi o que concluí.
Senão, como justificar o status de "categoria superior" que ostentam nossos políticos, mormente os do Legislativo?
Como justificar, diante de uma população carente, ignorante, com desafios na Saúde, Segurança, Educação, as mordomias que ostentam nossos deputados e senadores? Por exemplo, como dizer aos moradores da periferia de nossas cidades que eles vão ter de recorrer ao SUS, para suas necessidades de saúde, ENQUANTO os senhores parlamentares têm despesas médicas - cometidas onde quiserem - indenizadas com recursos públicos?
Como explicar, à comunidade mundial, que nossos homens públicos vivem cercados de benesses que fariam corar de vergonha quaisquer políticos europeus? Como explicar que nossos vereadores têm função semelhante à dos seus congêneres alemães, EXCETO pelo detalhe de que enquanto aqui o cargo é remunerado por pouco trabalho, lá o cargo é encarado como uma missão graciosa em benefício da comunidade, e entregue a pessoas que continuam com seus misteres, MAS não recebem salário de vereador?
Como entender que a maioria imensa daqueles homens (e mulheres, é bom que se diga) "enternados" e de modos algo afetados, se mete costumeiramente em negócios escusos, dilapidando o Erário, negociando interesses pessoais, intermediando favores, superando de longe quaisquer paralelos? Como explicar um "Mensalão"? Ou os "anões do orçamento"? Como???
Adiantaria dizer que muitas comunidades pelo Brasil (por exemplo, alguns bolsões de condição extrema, no Nordeste) estão sem condição de sobrevivência por falta de interesse político? Quem nos daria crédito?
Fomos traídos, miseravelmente, na transição do regime de exceção para a democracia livre. Não temos democracia, e nem somos livres.
De uma coisa estou certo. Os militares que participaram do golpe de Estado 1964 (esse seria o rótulo correto) NUNCA imaginaram que estavam alimentando serpentes peçonhentas, ao encaminharem o processo de abertura. Eles também foram traídos.
Um ardil astuto. Planejado com calma, com tempo, com aconselhamento de peso... O resultado? Uma nação de joelhos, sem nacionalidade, sem amor próprio, sem respeito às instituições, sem norte algum.
Ainda falo a respeito, no futuro.
Brasil, Pátria Amada! Quando serás verdadeiramente livre de quem te explora tão cruelmente? Te amo, Brasil!
Estive refletindo uns momentos para a letra vibrante, algo empolada, do nosso Hino da Independência.
Letra inspirada nos ideais de Evaristo da Veiga, melodia tocante do nosso imperador, D. Pedro I, tem na composição os versos "Os grilhões que nos forjava da perfídia astuto ardil..."
Sentenças que me fizeram pensar. Nos estertores do regime militar que nos governou a partir de 1964, a perfídia assumiu o controle das coisas. Foi o que concluí.
Senão, como justificar o status de "categoria superior" que ostentam nossos políticos, mormente os do Legislativo?
Como justificar, diante de uma população carente, ignorante, com desafios na Saúde, Segurança, Educação, as mordomias que ostentam nossos deputados e senadores? Por exemplo, como dizer aos moradores da periferia de nossas cidades que eles vão ter de recorrer ao SUS, para suas necessidades de saúde, ENQUANTO os senhores parlamentares têm despesas médicas - cometidas onde quiserem - indenizadas com recursos públicos?
Como explicar, à comunidade mundial, que nossos homens públicos vivem cercados de benesses que fariam corar de vergonha quaisquer políticos europeus? Como explicar que nossos vereadores têm função semelhante à dos seus congêneres alemães, EXCETO pelo detalhe de que enquanto aqui o cargo é remunerado por pouco trabalho, lá o cargo é encarado como uma missão graciosa em benefício da comunidade, e entregue a pessoas que continuam com seus misteres, MAS não recebem salário de vereador?
Como entender que a maioria imensa daqueles homens (e mulheres, é bom que se diga) "enternados" e de modos algo afetados, se mete costumeiramente em negócios escusos, dilapidando o Erário, negociando interesses pessoais, intermediando favores, superando de longe quaisquer paralelos? Como explicar um "Mensalão"? Ou os "anões do orçamento"? Como???
Adiantaria dizer que muitas comunidades pelo Brasil (por exemplo, alguns bolsões de condição extrema, no Nordeste) estão sem condição de sobrevivência por falta de interesse político? Quem nos daria crédito?
Fomos traídos, miseravelmente, na transição do regime de exceção para a democracia livre. Não temos democracia, e nem somos livres.
De uma coisa estou certo. Os militares que participaram do golpe de Estado 1964 (esse seria o rótulo correto) NUNCA imaginaram que estavam alimentando serpentes peçonhentas, ao encaminharem o processo de abertura. Eles também foram traídos.
Um ardil astuto. Planejado com calma, com tempo, com aconselhamento de peso... O resultado? Uma nação de joelhos, sem nacionalidade, sem amor próprio, sem respeito às instituições, sem norte algum.
Ainda falo a respeito, no futuro.
Brasil, Pátria Amada! Quando serás verdadeiramente livre de quem te explora tão cruelmente? Te amo, Brasil!
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