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quarta-feira, 27 de junho de 2012

E NOSSA GENTE SEGUE SENDO ESTUPIDIFICADA...

Eu estou em pé de guerra contra essa nossa TV, com sua programação estúpida e estupidificante!

Primeiro de tudo, a imensa maioria dos conteúdos destinados à família tem generosas doses de sensualidade. Não, não me tenham por puritano. Só não acredito MESMO que dançarinas praticamente nuas possam acrescentar alguma coisa ao universo cognoscente de nossas crianças e adolescentes. E programas de auditório com enquetes estúpidas e apelações aos sentimentos das pessoas não entregam nada de útil para o crescimento pessoal, a não ser talvez a índole doadora (se bem que não seja de doações que a TV sobreviva...). E, naturalmente, há aquelas novelinhas "teen", onde os quase adolescentes vão se exercitando na maldade, no fuxico, na sensualidade, em violências verbais e físicas...

Depois, um jornalismo parcial, que olha muitas vezes de forma tendenciosa para os fatos. Prova disso é o que era veiculado após alguma orientação do Sr. Carlos Augusto Ramos, numa certa revista semanal. E se supõe que a imprensa serve aos propósitos da democracia!!!!!!!

Como precisamos copiar o que há lá fora, claro, temos aqui os "reality shows". Nem, há alguns de uma singularidade absoluta, como aquele em que uma família vai viver no meio de aborígenes... Mas existem alguns que façam-me o favor! Não sei se ainda existe aquilo, mas um dia desses vi um programa, em que um punhado de granfinas expunha suas idiossincrasias e narcisismo. Pergunta - a quem aquilo aproveita? Que IBOPE aquilo dá?

Ou então os "reality shows" são sendo desenrolados com exploração da sensualidade de seus participantes. Ora, senhores, porque não liberar então a pornografia, se algo semelhante é praticado sob um cobertor? Me vem à memória a insinuação quase pueril dos filmes das décadas de 60 a 80, e vejo o quanto nossa sociedade tem degenerado.

Não sou puritano, volto a repetir. Quero tão somente ponderar que nossas populações não tem nada de proveitoso na TV, especialmente na TV aberta. Alguém pode ponderar que a solução é ir para a TV a cabo, ou algo semelhante, porque então existirão conteúdos mais significativos.

Pergunto - e o pobre ignorante, que muitas vezes não tem como arcar com despesas de TV paga, OU simplesmente não é alcançado pelo cabeamento, ou algo semelhante, e então fica dependente da famosa antena "espinha de peixe"? Esse coitado não terá então direito a aculturamento?

Talvez isso esteja disponível nas grandes metrópoles. Talvez. Porque o que eu vejo é dissolução, e abuso do telespectador em todo o tempo, ao menos nas cidades do interior. Currais eleitorais, alguém diria...

domingo, 18 de março de 2012

O QUE AS NOVAS GERAÇÕES ESTÃO HERDANDO II

Depreendemos, à vista dos exemplos de outro texto, que soluções para uma sociedade não são totalmente válidas para outra, em face de estágio de civilização, aculturamento, recursos materiais, cenários políticos, e por aí vai.

Acontece que estão empurrando goela adentro do povo brasileiro as liberdades amplas, gerais e irrestritas que países do Primeiro Mundo desfrutam. Até louvável é a idéia, por que alguma maneira vai nos integrando ao dito cujo Mundo... mas....

Acontece que nossa gente é ignorante, de um ponto de vista cultural, de maneira geral. Há alguns anos atrás o rei Pelé dissera algo relacionado a isso, e provocou a ira de alguns segmentos políticos e sociais. Não éramos preparados para o primeiro mundo, no final do século passado. NÃO ESTAMOS PRONTOS AINDA, por agora. E eu explico.

Nosso povo tem índole diferenciada, que muitas vezes nos impele à frente, e nos faz vencedores. Temos uma capacidade de soluções extraordinária. Não é por acaso que muitos profissionais de alto escalão em empresas estrangeiras (lá fora!) são brasileiros, dos quais um exemplo é o Sr. Carlos Goshn. E temos de igual presença médicos, cirurgiões, engenheiros, arquitetos. Naturalmente não poderemos esquecer o contingente de brasileiros simples, sem muita cultura, que fazem seu caminho em labores humildes pelo mundo afora.

Mas nossa gente é um povo CRIANÇA. Não temos maturidade social. Nós deixamos nossos pequeninos se encharcarem de estupidez, diante da TV, com conteúdos ano após ano inferior, deseducamos nossos escolares, ao detonar o sistema de ensino nacional, dilapidamos o patrimônio nacional rasgando-o sem dó em propinas a torto e a direito e... surpresa... ACHAMOS GRAÇA DISSO TUDO!

Em contrapartida, os norte-americanos - nação instalada no Primeiro Mundo já a algum tempo - vigiam com considerável rigor os conteúdos de suas crianças (eu testemunhei isso), tem jornadas envolventes para os escolares, fiscalizam através de comitês os gastos públicos...

É um povo com sentimento de nacionalismo aprofundado, com orgulho das suas coisas...

Nós? Damos risada de nossas misérias! Me digam se isso não é típico de crianças?

Isso me assusta... estamos produzindo novas gerações de pessoas sem juízo algum, com estilos de vida artificiais, copiados da "arte", e um futuro nebuloso, onde abundam traficantes e políticos corruptos como heróis, surtos de fúria redundando em tiroteios por nada, estupros (afinal, as menininhas são vestidas atualmente como mulheres feitas* - verdadeiros pitéus para os pervertidos de plantão, entendem?)

PessoALL, antes de me apedrejarem, pensem nisso tudo. A globalização, expansão demográfica, a demanda febril por mais vantagens materiais estão nos cobrando (aos brasileiros) um preço altissimo, que não estamos sabendo contrabalançar com medidas apropriadas. Não são problema em si, se tornam problemas quando encontram uma sociedade de maneira geral despreparada para tal "liberdade".

E eu quero mesmo que nossa gente se desenvolva, atinja níveis que cobrem respeito do resto do mundo, mas que os efeitos colaterais dessa decolagem sejam minimizados.

As futuras gerações agradeceriam, tenho certeza.

Brasil... estou com medo de que te leiloem entre os poderosos do mundo... mas eu amo essa terra...


O QUE AS NOVAS GERAÇÕES ESTÃO HERDANDO

Domingo, 17 de março de 2012, e eu ruminando a loucura em que vivemos. Pode parecer ultrapasso o discurso, mas antes de me jogarem pedras, considerem meu argumento.

Na TV temos exemplos de toda espécie. Algum "pascácio" dissera que a arte imita a vida - a meu ver a arte(até natureza morta) enfeita a vida, não a imita, porque horrores já os temos no dia-a-dia. Não preciso dos horrores da vida dentro das minhas portas, acossando minha família.

Ok, arte televisiva, arte na internet, composições musicais insinuosas de libidinagem... entretenimento (faz-me rir). Então algum outro "pascácio" vai levantar o dedo na minha cara e dizer: "Isso é liberdade de expressão! estamos no século XXI, a sociedade amadureceu!"

Liberdade de expressão. Liberdade.

Em Ciência Política (muito obrigado por tudo, Dra. Dorita Zieman Hasse!) conhecemos nuances interessantes de liberdade, e a relativização de tudo isso, suportada pela idéia de globalização que é completamente invasiva, no nosso século, sem chances de retorno. Tema que todo homem moderno deveria esmiuçar.

Ali as coisas são generalizadas, mas a especificação do tema vai direcionando a sociedade como um todo e o indivíduo em particular para a melhor conduta, o melhor uso da liberdade que tenha, em prol de desenvolvimento da dita cuja sociedade.

Bem, bem, bem. Acontece que há sociedades e sociedades. E o parâmetro comportamental que para as Américas é comum( ! Não deveria ser?),  não é totalmente aplicável por exemplo no Oriente Médio (sabiam que em alguns países de lá a prostituição é crime? PessoALL... se a moda pega por aqui...). O que é regramento em Singapura não pode, por exemplo, ser aplicado no Brasil (já pensou quanta gente iria tomar chibatadas em público? A começar pelos nossos políticos, iria faltar chibata...).

Bem, já sabem... dessa peroração toda se depreende que o vento que venta lá NÃO VENTA cá... e aqui começa minha reprovação ao que hoje temos, sob o pomposo nome de "arte".

Continuo na próxima crônica. Sabem como é essa vida de artista...


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

LINGUAGEM E SUAS DERIVAÇÕES

Algum estúpido (perdoem-me, não me vem palavra mais suave) qualquer dissera que, uma vez compreendida a mensagem, não havia importância em como fora dita ou escrita.

Por favor, me digam o nome desse apedeuta. Preciso colocá-lo numa galeria própria, a dos papalvos mandados, que repetem discursos que sequer roçam o conteúdo.

Sim, porque uma coisa é a linguagem das ruas, e suas variações culturais, regionais e temporais. Outra coisa é o cultivo da língua (a propósito, nossa língua portuguesa é riquíssima! Uma das poucas, senão a única, que tem uma palavra para expressar sentimento de ausência - saudade...), seu estudo sistemático, e a produção que a enalteça.

Começamos já a observar nas tribunas de órgãos importantes respeitáveis senhores eleitos pela massa falando asneiras e cometendo erros crassos de linguagem... Já imaginaram um juíz e sua performance, se houver aderência plena a essa frouxidão "linguística"? Causa-me calafrios a mera suposição...

Ou então... já que a língua não é importante, que se mantenham outras matérias mais relevantes (duvido que a possam ler!!!!) e mandem pro pijama os professores de Português, sofredores cujos ouvidos ficam pejados de ignorâncias pronunciadas, e ainda têm que ficar calados, porque algum estúpido (aquele do início) disse que "tá valendo"!

Brasil, que eu amo tanto... não, eu não li aquilo... Me digam que estou errado...

Sobre o Neymar e uma população infantil

  Imagem baixada de jornal de circulação nacional A Copa do Mundo 2026 terminou. Com algumas frustrações, alegrias (poucas... porque alguém,...