sexta-feira, 10 de março de 2017

GRAÇA... SEM DESGRAÇA?

Deformações de fé... o que exatamente se busca, além da acomodação das próprias culpas?

No mundo estranho em que vivemos, dominado por inversões alienadas (exponho algumas a seguir), e sentimentos contraditórios (idem), nada mais natural do que a busca a qualquer custo pelo que pode ser (em minha opinião É) eterno, e a elevação do espírito para além das mazelas humanas.

Hoje em dia temos a indústria bélica, onde "senhores da guerra" (malditos sejam) vendem armas para irmãos de etnia - provavelmente o fundo de investimentos em que você aplica os caraminguás mensais faz inversões em grupos empresariais do ramo bélico, como o Carlyle, por exemplo (ok, há controvérsias, mas pesquisem...). E se isso acontecer, imagine a coisa prosaica - você, que prega a paz, PODE ESTAR investindo na guerra? Lindo, não?

Hoje em dia temos a indústria farmacêutica obstando remédios curativos, por que são BARATOS (vide a badalada fosfoetanolamina, e muita coisa mais, que temos aprendido com os laboratórios farmacêuticos a condenar...).

Temos hoje em dia uma inversão de valores "piradíssima", em que criminosos contumazes costumam valer mais do que os policiais que os perseguem, na mentalidade simplista de que aqueles (os criminosos) não tiveram opção de vida, pobrezinhos... bobagens dos humanistas de plantão, interessados mais em holofotes do que propriamente na miséria humana.

E, no "live and let die" que tomou conta do mundo, temos, naturalmente alienações no âmbito religioso. Embora a multiplicidade de manifestações de fé deva ser algo natural para a humanidade, algumas derivações sem dúvida alguma tocam as raias do absurdo.

Alguém já dissera que "texto fora do contexto é pretexto". Mas o que dizer quando textos são removidos do contexto? O que sobra, teria respeitabilidade, veracidade plena, validade, enfim?

Nós, cristãos de todas as vertentes, temos como regra de fé e prática a Bíblia Sagrada. Conciliares de algum século atrás estiveram ponderando sobre a adição ou não à Bíblia chamada canônica de mais livros que a compusessem, e após algum debate, muitas versões das escrituras sagradas passaram a contar com os chamados livros "deuterocanônicos".

Agora, com ventos da modernidade estranha que sopram sobre a humanidade, algumas pessoas resolveram compilar uma bíblia que contemplasse segmentos da sociedade que estariam sendo rejeitados - imaginem o absurdo!!!!*, pelas escrituras originais. E, num arroubo ousado, decidiram simplesmente eliminar do canon sagrado as referências a ditos segmentos - a saber, auto-denominados representantes do segmento social LGBT recortaram da Bíblia os textos que os acusariam, e... voilá! Nos saem com uma Bíblia, cujo nome ficou "Graça sobre Graça".

Mas, vejamos... se a moda pega, as "profissionais do sexo" podem então elaborar uma versão na qual eliminem as maldições que são evocadas sobre a prostituição... os agiotas podem retirar do livro sagrado o libelo acusatório... enfim... pode-se criar uma "bíblia" talhada conforme as faltas humanas, ou elidindo-as.

Não, "senhores geniais", criadores desse livro desfigurado, em que a graça é proclamada, mas uma graça barata, que qualquer um pode formatar.

Definitivamente NÃO.

O que vocês têm NÃO é um ramo da igreja cristã, o livro que pretensamente seguem NÃO É a Bíblia, as liturgias que praticam não são voltadas para o Alto.

Aí entra a desgraça - a negação da graça e submissão implícita que ela aponta lhes produz (produzirá) desgraça. O DONO de todas as coisas não deixou seus registros para que fossem retalhados e aviltados, como algo condenável ou dispensável. E Ele vai julgar, não será necessária a ira de mortais como eu mesmo. Graça, em seu significado essencial, quer dizer "favor imerecido". Já a desgraça sempre será resultado merecido. Acreditem, estudei a respeito (a única exceção será, talvez, o que aconteceu com Jó, mas isso é outra história).

A propósito, considerem ler minha crônica a respeito dessa abominação moderna, de 18 de Janeiro passado.

*claro, estou sendo irônico. Deus aceita o pecador, MAS REJEITA O PECADO. E pronto. 

quarta-feira, 8 de março de 2017

TRIBUTO A UM ADMINISTRADOR

Moralidade... precisa começar por cada um de nós...


Sem dúvida há bons administradores públicos por aí. Não é possível que numa nação de 5.570 municípios (últimas verificações oficiais), é impossível que não tenhamos bons administradores cuidando de uma ou outra cidade (notem o descrédito por trás do palavrório...).

Me parece que o Sr. João Dória Jr. está indo bem. Deus o guarde! Gerir Sampa é um desafio hercúleo, sem dúvida alguma!

Mas, recentemente mais alguém surgiu da multidão ignota dos administradores públicos... Não é que o Sr. Daniel Guerra, de Caxias do Sul - RS, deu uma "chamada" num faltoso???? Confiram...

Pito de Patrão?

Vamos aos fatos... Um prefeito recém-eleito chega em uma repartição de sua prefeitura, e um funcionário de seu quadro, que deveria estar alí em seu mister, não está - e aparentemente sem justificativa conhecida.

O que ele deveria fazer? O ÓBVIO - perguntar o que está acontecendo. E a quem? Claro, ao dito cujo funcionário faltante.

Então... porque isso está "causando" tanto?

SIMPLES. O FALTOSO É UM MÉDICO.

No âmbito de alguns círculos da área da Saúde, costuma-se dizer que "os enfermeiros pensam que são Deus - e os médicos têm certeza."

A rudeza irônica da máxima denota bem como são vistos alguns (muitos, muitíssimos, eu diria) profissionais da área.

Então, o CREMERS está revoltadinho com a atitude do Sr. Guerra. Entra aqui o fisiologismo num nível de saturação tal, que chega a causar náuseas!

Consideraram "assédio moral", "desrespeito", "falta de ética", a atitude do administrador. Que, com toda a certeza, com clareza, estava estritamente dentro de seus deveres em chamar à atenção alguém que tem compromisso certo, e pelo qual inclusive recebe salário que a maioria dos brasileiros não tem - algo em torno de 5.700,00 (arrendondamento meu). Imaginem, meus amigos e amigas, se você se agenda para um atendimento, e quem deveria te atender não comparece! Pois então... DEZESSEIS PESSOAS estavam esperando.

Se chamar ao cumprimento do dever, ou da obrigação, é "assédio moral", então o CREMERS está certo.

Se tornar público (como se isso fosse exceção) o comportamento desrespeitoso de quem se dispõe a fazer algo sob paga, e não faz... se for desrespeitoso, então o CREMERS está correto, em sua leitura do episódio.

E... o que seria falta de ética, na visão do "egrégio" Conselho?

Bem... bem... bem... no capítulo III do Código de Ética Médica o profissional interpelado certamente seria enquadrado em alguma coisa. Então, falando em ética médica... VAMOS MUDAR DE ASSUNTO?

O que o Sr. Guerra fez está dentro das mais claras e estreitas atribuições de seu cargo - CUIDAR DA COISA PÚBLICA. No aspecto puramente material, ele está arguindo, com outras palavras em "porque está pagando salário a alguém que não está trabalhando". Numa análise ontológica do problema, ele está também zelando pelo bem-estar de quem o elegeu - e não foi pra isso mesmo que o elegeram?

NÃO, SENHORES DO CREMERS. Vocês não têm razão no "esperneio". Melhor seria que ficassem calados, ao invés de se prestarem à faina odienta de defender quem infringe regras pré-estabelecidas, a seu bel-prazer.

Nem sequer a referência a "greve", que o profissional alegou tem cabimento. PESSOAS... os "rapazes" e "moças" de branco querem MAIS R$ 2.000,00 para assinalarem o ponto eletrônico, e por isso fazem greve!!!!!! Imaginem se a moda pega, pra quem precisa " bater o ponto"??????? Poderíamos rotular isso de "assédio moral" praticado por uma categoria inteira, contra seus empregadores?

Senhores do CREMERS, leiam novamente a estupidez que exararam - "injustificável a exposição midiática do médico, e o uso político no trato de uma questão administrativa, comum no dia a dia"... Isto é, reconhecem com todas as letras que esse comportamento rebelde e desonesto (de não trabalhar e, mesmo assim, receber salário) é algo corrente, costumeiro, institucional mesmo!!!!

À classe médica rendo meus respeitos - há muitos que  realmente honram o tal "juramento de Hipócrates". Dentre outros que respeito me lembrarei sempre com carinho de pessoas como Dr. Matheus - lá de Jequiriçá (interior baiano), e sua dedicação.

Mas temos, no meio médico, uma nova estirpe de profissionais que, infelizmente, dá pouco ou nenhum valor à vida humana e seus sofrimentos - pessoas incríveis, de roupas da moda, que edificam clínicas maaaaaravilhosas e caras, que passeiam de veículos importados ou motocicletas caríssimas e, nada obstante, ignoram que costuma ser o SOFRIMENTO humano que lhes dá vantagem para terem aquelas benesses. Ignoram que há pessoas dependentes delas. Se acham num Olimpo imaginário, de onde apenas toleram os outros mortais, que muitas vezes lhes acorrem em desespero.

PRECISAMOS de mais administradores como o Sr. Guerra. Gente que pergunte claramente: "o que você está fazendo, para merecer teu salário?" E isso em todas - TODAS - as instâncias da administração pública. Em suma, do Rio Grande do Sul nos vem um exemplo a ser seguido.

NÃO PRECISAMOS de quem desmerece o tempo, paciência e esperanças alheios. Imaginem, dentre aqueles sofredores - esperando por 15 minutos (muitas consultas públicas ficam nesse escasso prazo, acreditem) de atenção profissional - talvez alguém tenha viajado de longe, talvez horas, para o atendimento do "seu dotô"!!!!! Quem paga esse prejuízo, senhores do CREMERS?????

Ah, me poupem... fisiologismo tem hora. Safadeza também. Precisamos definir onde queremos ir com atitudes e procedimentos que desmerecem o restante da sociedade. COMO QUEREMOS UMA SOCIEDADE MELHOR, se nós mesmos a conspurcamos?

Vou além... como, senhores e senhoras, poderemos jamais exigir respeito (que não se cobra, é conquistado!) se não respeitamos outrem*?

*por outrem traduza-se o patrão, ou as pessoas que servimos diuturnamente...



terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

CONHECEU LUCIO SERGIO CATILINA? ENTÃO... TEMOS O NOSSO...

Ops... me pegaram... (chorar ajuda?)

Sr. Romero Jucá subiu à tribuna do Senado Federal, ontem, e em discurso inflamado, emocionadíssimo, reclamou da sanha da imprensa em sua acidez contra a classe política. Confiram...

Um "Catilina" brasileiro?

Dentre outras preciosidades destiladas da senatorial boca, reclamou da patrulhamento do Legislativo, referiu "linchamento" que os políticos estavam experimentando, e em sua verborragia empolgada, comparara o corpo de políticos nacionais aos judeus da Europa, no início do século XX, que foram estigmatizados e sofreram processo de extermínio, 

É tocante o desconforto do Exmo Sr. Senador. Mas vejamos sua argumentação... 

PATRULHAMENTO, Excelência? SIM! Nem tenha dúvida. O Sr. e mais algumas centenas de políticos do Brasil se esquecem que nossa gente é quem os elegeu, e nos viram as costas em maracutaias que fariam corar as estátuas de Aleijadinho! Os eleitores os escolheram para representá-los (eu não, cruz-credo!), e como servidores dessa Pátria amada, PRECISAM E DEVEM ser patrulhados, para se saber se cumprem seu mister ou não.

LINCHAMENTO? Como assim? Só porque estão sendo expostas as entranhas desse monstro abominável e voraz em que se tornou o fisiologismo político no Brasil? Ora, ora, ora... o que o Sr. faria, caríssimo (na acepção literal da palavra, o homem está sobre singela montanha mensal em torno de R$ 120.000,00, somadas as verbas "visíveis") se "elegesse" alguém para cuidar dos arredores da "modesta habitação" lá do Recife? Não iria se assegurar de que o "eleito" estava fazendo o trabalho combinado?

O Sr. Jucá também menciona "vivandeiras e carpideiras", expondo a podridão de nossos políticos envolvidos em despautérios. Acontece, Excelência, que nossa gente, ignorante e ainda mais inculta após  a chamada "democratização" do país (leia-se, APÓS a rotulada ditadura, que de ditadura não teve nada), NÃO SABE LER, muitas vezes, e principalmente, de modo quase geral não conseguem interpretar a malandragem que desce do Planalto Central. Necessitam, assim, de quem decodifique a pilantragem circunjacente.

JUDEUS???

Por favor, sr. Jucá, não se compare e a seus pares com judeus injustiçados no tempo do nazismo - eles o foram somente porque eram judeus (injustiça histórica de quem os estigmatizou). Mas o sr. e a classe política brasileira, de modo geral, estão sendo hostilizados e escrutinados porque são ladrões do Erário, ou vendidos, ou mentirosos, ou não têm vergonha na cara mesmo - ou tudo isso junto. Por favor, sr. Jucá - "quo usque tandem abutere, Catilina, patientia nostra?"

Então, Sr. Romero Jucá... não sei se Lucio Sergio Catilina usava bigode, ou óculos, mas tinha verborragia e argumentos praticamente iguais aos do Sr. 

VAZIOS! 

Pare de chorar, Senador. E faça algo pela Pátria que prometeu ajudar a conduzir! E nem tenha dúvida... novos "Cíceros" há, que não suportam mais discursos como o de ontem (20.02.2017). Estamos cansados da mesma choradeira, que evoca culpados chorando numa delegacia... São culpados ou inocentes (disso ninguém fala, é interessante - reclamam da grita contra a turba, mas trazerem provas REAIS de que sejam inocentes...é outra história)?

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

ALIENADOS... DESFRUTANDO DO PRIMEIRO MUNDO

 É muito fácil criticar, quando não estamos "na pele" de quem vivencia a coisa.

Site de expressão no âmbito da internet brasileira nos noticia que um punhado de manifestantes se postara em protesto contra apresentação e palestra do Dr. Sérgio Moro, na universidade Columbia, NY, uma das mais prestigiadas instituições de ensino superior dos Estados Unidos.

Um magistrado e seus detradores

E, na cátedra, preparando-se para iniciar sua palestra, o eminente juiz teve o desprazer de ouvir manifestações contra si. Aparentemente a iniciativa de uma senhora (não sei se brasileira ou americana), ao vociferar acusações contra o magistrado, levantaria também pequeno numero de apoiadores que, ao se unirem à dita cuja senhora, foram alvejados por sonora vaia, do restante da platéia, pelo que pude apurar, pelo vídeo curto que acessei.

O "imbróglio" acontecendo, permanecia o Dr. Moro impávido, sereno. O que ele poderia fazer, num momento daqueles?

Que a falta de respeito nessas situações é algo que grassa, não é privilégio (ou sina) dos Estados Unidos ou Brasil, isso é óbvio. As influências anarquistas sobre a oposição - qualquer que seja o viés de dita oposição - se fazem sentir em todas as nações ditas civilizadas. O germe maligno da baderna tem triunfado sobre o convencimento das idéias.

Não sei qual a nacionalidade da senhora que se destacara na tal palestra. Mas sinto uma vergonha órfã (nascida não se sabe ao certo onde), qualquer que seja sua nação de origem.

Se a moça é brasileira, está certamente equivocada, a respeito do maior esforço já realizado na nação tupiniquim, para combate à corrupção. No mesmo entendimento (de que seja uma brasileira), do que ela reclama? Está possivelmente recebendo em dólares o fruto de suas atividades na terra do tio Sam... experimenta custo de vida mais consentâneo com seus esforços... Porque ela se lixaria com alguns políticos "chinfrins" a mais de 8.000 Km de distância?

Se, ao contrário, for uma norte-americana, sofro pela ignorância da pessoa. Se nasceu e se criou numa nação onde o respeito às instituições é REGRA, e o desrespeito é EXCEÇÃO, deveria entender que num país onde esses conceitos se acham infelizmente extremamente diluídos, qualquer esforço, ainda que fosse (NÃO É) parcial é válido!

A claque que a acompanhara no recinto e da qual alguns permaneciam do lado externo do prédio tem o que a reclamar? Que a Justiça brasileira, malgrado suas limitações comportamentais, está repatriando milhões e milhões que pessoas como eles - os manifestantes - ajudaram a se eleger? Que estão fazendo injustiça ao PT, essa coisa maligna que se instalou no poder na Pátria brasileira? Que os outros partidos também têm corruptos? Ah, façam-me um favor, e me digam algo novo.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

SAI "CORONÉ"... ENTRA "CORONÉ"...


Após curtíssima celeuma, os srs. senadores elegeram quem os há de presidir, para o biênio em começo.

O Sr. Eunício Oliveira, amigo (claro, não é mesmo?) do Sr. Renan Calheiros (seu antecessor), fora eleito, com 61 (sessenta e um) votos, contra 10 (dez).

Algumas coisas eu não entendo... Se são OITENTA E QUATRO senadores, onde estão os outros 13 (treze) votos? OK, compreendo que há afastamentos... mas TANTOS?????

Claro, os afastados continuarão recebendo seus alentados subsídios (não se pode chamar de salário, salário ganha quem trabalha, não é mesmo?) ainda que afastados. A lei (esse simulacro de legislação que protege nossos políticos, pelo menos) lhes garante essas coisas...

(Queria ver os proletários decidindo se afastar por uns dias, assim, sem mais nem menos, pra ver o que o empresariado iria fazer com eles...)

Mas isso não é o foco de minha crônica de hoje. Depois de longo silêncio, com tribulações mil assolando esse escriba, preciso comparecer com algo realmente importante.

E me resolvo a falar da desfaçatez de nossos homens públicos, no caso em tela nossos senadores.

Meus amigos... o homem tem contra si acusações (assim como o retirante, Sr. Calheiros). O que se faz? ELEJA-SE O HOMEM!

Sabem? Diga quem quiser o que for, mas é mais um tapa na cara de quem elege nossos homens públicos - algo do tipo "nós colocamos aqui quem quisermos, não interessa o conceito que pareçam ter". Um acinte ao detalhe significativo de que muitos daqueles vetustos senhores (e isso inclui o Sr. Oliveira) constam do rol de implicados em favorecimentos ilícitos, de que agora vamos tendo notícia.

Alguns vão contrapor que o homem não foi acusado formalmente, e/ou nem condenado. Mas é no mínimo imoral que alguém com um "senão" em sua vida pregressa seja alçado a cargo de tal importância - presidente do Senado Federal, somente por seu trânsito político, ignorado o libelo que certamente lhe caberá enfrentar.

Vivemos tempos estranhos, em que homens "menos" culpados são digno, homens "mais aquinhoados" são dignos, homens "famosos" são dignos. O conceito de dignidade se esvazia a cada volta que a terra dá.

O Sr. Eunício de Oliveira, antes de assumir alguma coisa de importância, no âmbito do poder, deveria primeiro se assegurar de que não está coberto pela lama que invade cada rincão do Planalto Central.

(e isso serve para TODOS OS DEMAIS, senadores, deputados federais ou estaduais, vereadores...)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

O MINISTRO GILMAR E SEUS MAUS HÁBITOS

 Mas... hein?

Ok, sabemos que o Dr. Gilmar Mendes é pródigo em emitir suas opiniões em relação ao mundo que o rodeia, notadamente o político.

Ok, sabemos igualmente que ele até tem esse direito, como pessoa,como ser pensante, como uma sumidade que é, no conhecimento aos meandros intrincados e sujos da politica nacional.

Mas... o Dr. Gilmar Mendes tem o oportunismo de uma tia idosa e solteirona, no seu afã de tentar cuidar de toda "a família", e deixar todo mundo de bem com todo mundo... Acaba extrapolando a dose.

Já soubemos de surtos episódicos, como por exemplo aquele acontecido quando o Dr. Joaquim Barbosa era um de seus pares, no STF.

Mas agora, definitivamente, o Exmo. Sr. Dr. Ministro Gilmar Mendes foi além de suas vetustas (conquanto famosas) "chinelas".

Ora, senhores, se um projeto de autoria popular, ou de algum segmento expressivo da população, é encaminhado a apreciação do Congresso e é desfigurado em perto de 90% (noventa por cento), o que se pode fazer com o mosaico de recortes que sobra? O projeto foi "desnaturado", como dizem no jargão oficial. confiram o "imbróglio"...

Onde está o projeto de lei que estava AQUI?

Nada mais correto do que duas saídas - OU NÃO SE VOTA NADA NO PROJETO, ou ele deve RETORNAR a seus criadores, para que se entenda o que há. O que passar disso - se aprovação houver de um ordenamento retalhado e esticado/encolhido a bel-prazer dos congressistas - será algo como um "Frankenstein" escrito, que guarda pouca identidade com seu original, e cujo moto de existir com certeza não seja reconhecível, por insano que vá parecer.

Volto a ponderar que o Exmo. Ministro, do alto de sua extraordinária cultura e saber jurídico notório, tem sim o direito de criticar o que for, em termos de projeto de lei. Mas atalhar de forma tão contundente e atabalhoada seu colega de STF - Dr. Fux, que ao interpretar a Constituição (outro texto legal retalhado, esticado e encolhido ao alvedrio dos senhores do Legislativo), interrompe o "oba-oba" generalizado, de dispositivos que - ao invés de identificar e penalizar sanguessugas e outros apaniguados do poder político no Brasil - vão com certeza oferecer a nossos políticos mais tranquilidade ainda, para desfilarem suas desonestidades materiais ou morais.

Não, Dr. Gilmar, eu que já apoiei V. Excia. em alguns momentos, desta vez não posso compactuar com a verborragia que o Sr. esposou, a respeito.

Perdeu um ótimo momento para quedar-se - no mínimo - em silêncio.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

A CORRERIA DAS RATAZANAS (OU O RUGIDO DE ANIMAIS ACUADOS...)


 Recursos? Tem sim... só andam pelos canais errados...

A reportagem dos meios de comunicação disponíveis está jorrando desde a semana passada notícias sobre como o pessoal do Planalto (mais precisamente Executivo e Legislativo) anda alarmado com os rumos dessa "jóia" de construção, que tem sido a operação "Lava-Jato". Hoje, por exemplo, a turma está se mostrando preocupada em "peitar" a estrutura judiciária. Querem sobreviver... Observem uma amostra:

A correria dos ratos e seus "associados"

Nada mais natural. A isso chamamos "instinto de preservação". Afinal de contas, desde que "descobriram" o Brasil (ah, safados! Deixaram minha Pátria amada de nádegas à mostra!) nossa classe política prima por tudo*, menos por lisura, honestidade, moralidade. Pessoas, foram mais de QUINHENTOS ANOS. Deu tempo para essa raça amaldiçoada (dos políticos corruptos) se multiplicarem, vicejarem. Assim, à vista de perigo inaudito de suas safadezas serem extirpadas, buscam remédios - muitos no armário constitucional onde amparam suas artimanhas - para terem sobrevida.

Ignoram que nossa gente, que permanece sofrida, ignorante em sua maioria, inculta socialmente... despertou. Descobriram que ou nós lutamos por nossa Pátria, ou não a teremos mais, brevemente, negociados que estamos sendo por senhores e senhoras sem vergonha, que fingem dirigir os destinos do Brasil (notem bem, não estão só em Brasília - essa praga viva e transmissora de doenças** está em toda a parte - lotando o Planalto, sim, mas infestando estados e municípios, na cobiça pelo lucro fácil e pelo sacrifício de milhões de brasileiros que nem vivem*** - só sobrevivem.

Essa praga tem transmitido corrupção por onde vá, maldades de todo tipo (inclusive assassinatos - dive Celso Daniel), mentira - pessoas, é inimaginável em qualquer outro país de primeiro mundo (NÃO ESTAMOS ainda no primeiro mundo, notem bem...) o tanto de mentiras que nossos políticos proferem! É desesperador!

"ELES PASSARÃO", como dissera o Sr. Mário Quintana. O Brasil ficará.

Ficará com essa gente sem cultura, sem modos, expontânea... que aprendeu corrupção com nossos líderes máximos. Mas até isso será curado.

O Brasil depende de cada um de nós. Não podemos baixar a cabeça agora. A operação "Lava-Jato" é bisturi afiado que está afastando do corpo doente de nossa nação esse cancer maldito, que é a classe política nacional* APOIO TOTAL À LAVA-JATO e ao Dr. Sérgio Moro! Ele está fazendo um trabalho que ninguém mais se arriscaria a fazer. Imagino mesmo que juras de morte, despachos pedindo sua morte e outros "bichos" estejam pululando por aí - MAS O DR. MORO RESISTIRÁ, porque está fazendo o que é certo, justo, honesto.

Vamos apoiar?

*nunca me cansarei de dizer que há exceções - só lamento concluir que são tão poucos honestos!!!
** corrupção, mentira, desonestidade, falta de vergonha... enfermidades terríveis!
*** digam aos palacianos de Brasilia para viverem com R$ 880,00... DIGAM!

Sobre o Neymar e uma população infantil

  Imagem baixada de jornal de circulação nacional A Copa do Mundo 2026 terminou. Com algumas frustrações, alegrias (poucas... porque alguém,...